terça-feira, dezembro 30, 2008

desatino

Depois do nevoeiro se dissipar
Encontro-me sozinho, a olhar
O estrago que o gelo não deixa reparar
Da ténue barreira que do abismo me está a separar.

E o nó que me vai torturando,
O quanto sofro em silencio, me impede sequer de to dizer
Deixa-me perplexo e a pouco e pouco vai me secando,
Não o amor que ao papel confesso, mas vida e o viver.

E sei que estou na delicada linha da depressão
E a cada segundo que passa ela pára, o coração
Para logo a seguir ele voltar, no regresso da tua recordação

E não pretendo ser sistemático, ou sequer tornar a coisa doentia
Mas o engasgo é grande, e tem forte ousadia
Tal que pára as palavras, até a forte embalagem do rio ele torna estada
Tal que gela sob o nevoeiro e regressa a cada duvida suscitada

Serei triste ou amado?
Posso-me considerar feliz, ou abandonado?
Alguma vez me sentirei simplesmente consolado?

E sem teu sinal, que por vezes tarda em aparecer
Sinto-me até agoniado de tanto sofrer
Mas não posso desanimar,
E precipito a imaginação, para que comece a trabalhar

E não vejo outrem senão a ti, em belo lugar
Acompanhada por mim e mil beijos, que assim não custa sonhar
E penso para mim, como serão teus lábios no beijar
Teu carinho no abraçar
E não que questione, mas, como será teu amor, no amar.

Sôfrego, anseio em tanta dor
Deliro sozinho, desvairo o amor
Fecho os olhos e…E volto a olhar-te a cada momento que te vi
Recordo os olhos, a boca, o nariz, cada traço vejo ao pormenor,
Os gestos, os silêncios, e sobretudo as conversas…
E a embora longe, ou talvez não, vejo-te vezes em conta, simplesmente a ti
Em todos vejo um reflexo de afecto, reflexo encantador
Suspiro, Soluço, sem vir a chorar
Não que a vontade não chegue, é simplesmente demasiado a lamentar

E bem sei que o amor é doença
Alienada a toda uma só crença
A de dar, mais que receber
A de amar, ser forte a ponto de tudo sofrer
E ainda assim ter força suficiente apenas para crer…

Tal virose me corrói como se me afundasse
Sem que eu nadar sequer soubesse, e me afogasse
Empurra-me para a profundeza,
Longínqua agora que falo, da própria tristeza

E a tal distância volto os olhos a abrir
E lá no fundo, quase em sonho, vejo
O meu amor outra vez a florescer, e volto a sorrir
Vejo-te acenar, a dizer adeus…Quem dera soubesses meu desejo
E a outro em seguida te juntas na agonia do meu destino
Já nem sei se durma…Ou sequer que faça, que desatino
e no silencio das tuas expressões,
Vejo o espelho da minha agonia,
Que arde sem parar, qual lava de vulcões
Como o amor que sinto, em profundidade sombria
volto a ansiar, para te olhar, e simplesmente questionar
e para ao mesmo tempo espero, me poder alegrar…
No final crepuscular,
Já quando o sol, começa a fraquejar
Açoita o grilo o silencio do quase luar,
Que ainda não é chegada a demora nocturna
Apenas o frio se apressou na abordagem
E em toda aquela quietude, sente-se a taciturna
Aquela que nunca se quer atrasar, excomungada solidão…
E em tal paisagem, contemplo a tua miragem
que o amor hoje não me apaziguou a exaltação
Nem me serviu sequer de consolo à frustração
E depois de decidido a tentar esquecer
Vem o pensamento a negar tal querer

Já a noite vai longa e eu disperso no sentir
Já não sei se foi a noite que me congelou com o ar gelado
(Se tu com a indiferença com que fazes tal rumor se ouvir )
Se tu com a indiferença que o meu querer jamais pretendia ouvir
Tenho agora a cada instante o coração, ora exaltado ora parado
Que ele mesmo vai contando os minutos até que o silencio se despedace
E para minha infelicidade
Nada nem alguém parecem querer saciar tal saudade
E era apenas esse o sonho que eu pretendia que alguém sonhasse
E depois de decidido a tal paisagem esquecer
Vem o pensamento a negar tal querer

A manhã ainda não raiou, e ainda se faz noite
Ocorrem-me mil pensamentos, um pensar afoite
todos com o mesmo nome, o mesmo ser
todos me dão esperança, me fazem crer
E depois de decidido a acreditar
Somente tu, tal poderás negar

domingo, dezembro 21, 2008

Sonhei hoje um mundo tão diferente
Onde o paraíso, já não mais é somente uma miragem
Está presente, em ti em mim, em toda a gente
Apenas à espera em todos nós de um pouco de coragem.

E quando tal acontecer,
Quando perder o medo e nele realmente crer
Verei depois de ter acordado
O mundo à janela do quarto… O mundo muito mudado
Em toda a parte, em todo o lado

As pessoas olham-se com respeito e igualdade
O ar fica mais leve, e respira-se agora tranquilidade
(o mundo é agora uma enorme fraternidade)
E nos olhos… Talvez seja bondade, senão é em absoluto sinceridade

E tal realidade apenas escasseia de coragem
A felicidade fica a dois passos… É pequena viagem
Abram os olhos, acordai do amorfismo, da vossa verdade
E vejam comigo um novo mundo a aparecer… Acorda Humanidade!

Nota: lol estava contente, se quiserem até feliz :)

segunda-feira, dezembro 15, 2008

...

Quando uma ideia passa muito tempo na cabeça de uma pessoa
Ou será uma grande ideia, ou desgraçado aquele a quem atraiçoa
De qualquer forma, se uma ideia fica apenas em pensamento
Corre o risco de se tornar tormento,
Corre o risco de ser perder a qualquer minuto no tempo
E mesmo na própria mente, ela vai desvanecendo
Vai-se a pouco e pouco perdendo.

Mas eu não pretendo equivocar, sequer perder ou esquecer
Não a ideia que na mente está alojada
Mas a pessoa a quem representa
Que o pensamento já nem me alenta
A cada instante penso nela
E como adivinham, não há ideia mais singela

Mas com tanto ocupado, falta-me espaço para a reflexão
Sim, que nela penso noite e dia,
No que dizer, no que deveria ter dito ou feito, no que deveria…
Mas não vem à ideia, o vislumbre da solução
Por outra, até vem, mas…tudo me parece fútil
Tudo me parece lamechas, triste e até inútil

É falta de outra coisa, é falta de coragem
Não sei se tenho mais receio do não,
ou se da positiva afirmação…
Circulo em pensamento, por todo o lado sem paragem
Passo mil vezes as ideias pela cabeça, e todas têm defeito
Tudo deturpo, já nada é perfeito
Nem sei se há pergunta a fazer
Até a pergunta me soa a pouco pertinente
E muito, mas mesmo muito sinceramente
Não sei onde estou nesta historia, não sei o que fazer.

A certeza para já é só uma, não me sais do pensamento.
E também não pretendo sequer que o abandones,
Mas não desejo, que passes a tormento.
Eu adoro-te realmente, só não to consigo expressar,
Quer por palavras, sequer por gestos, não o consigo explanar
Mas é também certo que tenho que fazer algo que já deveria ter feito
A pergunta a fazer, até é simples, e nem precisa sequer ser igual
“Queres espantar a penumbra e a solidão que trago ao peito?”
Basta que a oiças, que lhe respondas, e será encontrado o estado final
Solução irreversível, quer para o bem, quer para o mal

terça-feira, novembro 11, 2008

...

Hoje de todos os dias,
Será talvez o único em que não pretendo fantasias.
Não pretendo hoje embarcar no devaneio
Pensar por via da ficção, ou sonhar qualquer sonho sorrateiro.
A esperança é grande, mas maior será ainda o receio
E a meio termo reside alguma possível desilusão
Não que seja de ti emanada. Compreende, é simplesmente frustração
De não te conseguir dizer, tanto quanto tenho para descrever
E sem sonhos ou qualquer ilusão, gostava de começar
Por coisas simples, que não pretendo complicar
Começaria então… Pelo silêncio, quebrar….

‘Não sei como te direi…
Não sei onde a coragem desencantarei
Não sei como o farei…’

Se eu te disse-se que era, Amor
Talvez, simplesmente não acreditasses.
Dir-te-ia, que era alegria e ao mesmo tempo dor,
E provavelmente, apenas desconfiasses.
Se eu te disse-se que é sofrimento e felicidade
Não te mentiria, apenas diria a verdade
Mas é difícil de atingir tão grande sinceridade



Não que queira esconder-te algo tão sofregamente real
Não pretendo, amor, esconder-te sequer o meu ser, a minha timidez
Mas pretendo dizer-to com todas as palavras faladas a boa voz e com alguma sensatez
Dizer-te talvez uma e outra vez, que te amo sem igual
E na hora da suposta verdade pretendo tudo contar
Claramente nervoso, possivelmente de voz trémula, mas sem gaguejar
E se fizer promessas de para todo o sempre te amar
Não leves a mal… significa apenas que perdi a voz e que fala agora a vontade
Que em ti encontrou a sua irmã metade.

segunda-feira, novembro 03, 2008

.....a alguém

As caricias que me fazes,
Nas noites que me aprazes,
São carinhos, que trazes
Das linhas que na vespera escreveste,
São caricias presentes nas tuas frases
E assim, mais uma vez de mim não esqueceste
Não me deixaste subjugado à solidão
Não me abandonaste sozinho na escuridão...

E eu que mais que monosilabas gostava de te dizer
acabo por me ver vergado
A algumas afirmações
e outras tantas vagas negações
Que não deixam transparecer
O que vai cá dentro, deste lado
O que sonho, o que sinto, e o que tenho imaginado

E, por falar da dita imaginação...
não custa relatar pouco que seja sobre a questão,
se dela depende-se...e retirando um ou outro dia,
que tristes, todos temos que ser,
nem que seja para melhor saborear a alegria.
Jamais só eu estaria, sem duvida que contigo ficaria
sem unica vez desdizer, contrariar, ou sequer esquecer
que sem afecto, não se resiste,
penso até que sequer se existe
E o que tanto gosta de se receber
por vezes tem que se doar,
sem à quantidade olhar
sem se questionar, apenas dar.

domingo, maio 25, 2008

Aumentou sem que eu pudesse controlar,
O desânimo, o ciúme, a predição e o azar
E a mascara que dantes me cobria
Que me temperava as faces e que me servia
Deixou simplesmente de o fazer
Desnudou o que nunca desejei vir a ser.

Transparece agora sem que consiga conter
Porque são mais fortes, do que a força que tinha para os deter
A tristeza, o desalento, a amargura, e ainda assim a arrogância
O desconsolo, a teimosia e a implicância

E deixei por outro lado, ao frio e à chuva, ao relento
Deixei descorar ao forte imutável e infeliz sofrimento
A alegria, o contentamento, a folia, o riso, a gargalhada o alento
O Júbilo, A felicidade, O prazer e para ser franco até a alma desbotei
Nas margens de um rio, foi onde a vida lha ceifei...

Acabaram-se as charadas,
Morreu o riso e silenciaram-se as gargalhadas
O silêncio impera, nas ruínas que na paisagem ainda persistem
Estou doente, ferido, infeliz, silenciado, e por isso escrevo as cismas que ainda subsistem
E nesse silencio nessa solidão, nessa suposta quietude, não há calma que me chegue,
Não há sossego que me sossegue
Não há aconchego que me aconchegue
Irrito-me e aniquilando a paz grito simplesmente
Que à força desta mágoa não há o que me valha,
Nem o papel me salva, nem a razão me ralha

domingo, maio 11, 2008

Palavras

São simples palavras as que te digo,
As que te segredo ao ouvido,
As que te soltam,
Também o são, as que por vezes te irritam
São-no as que te amam, as que te adoram
As que te seguem
E todas aquelas que te ignoram

Palavras e nada mais,
Ideias simples ou complexas
Algumas simples futilidades, outras maravilhas tais
Que te conseguem ouvir
Que te dizem bom dia,
E em seguida te fazem sorrir
Há também as que te falam
As que no desespero te acalmam
Há as que te cheiram
As que te livram do desgosto
As que te apaladam o gosto
As que te mentem
Aquelas que por vezes sentem
As que te obrigam a chorar
As que te fazem rir como não há outras

Palavras nunca são simplesmente…
Palavras, ditas correctamente,
Desaferrolham o mal humorado
Minam o corrupto agastado
Curam o doente
Matam as saudades,
Dizem as verdades
Findam as misérias
Fazem milagres… Por vezes tragédias
As palavras quase são elemento, fundamental da união,
Quando não fomentam a minha triste solidão

E consoante, são usadas
Matam
Corroem
Ressuscitam
Criticam
Constroem

Maldizem
Homenageiam
Mas também Destroem...
Umas são verdadeiras
Outras ridículas
Há ainda as grosseiras…
Brotam de mentes brilhantes
De outras tantas ignorantes
E quem as fala tanto, não significa que as conheça melhor
Que quem em silencio as pensa
Que quem na penumbra as mima,
Acaricia
Elogia...
Palavras são armas de ousadia
De vergonha
De volúpia...
Palavras, são até as que nunca ouviste
Mas que de certo t'as disse nalgum momento

Em que me considerei com mais alento
Em que perssenti que as sentirias, mas não sentiste...

sexta-feira, maio 02, 2008

As contradições....Da mente?

Não contemplo a tua ternura
Não fecho os olhos em busca da tua frescura
prefiro sinceramente não ter que ver
à sensação de apenas crer
Ao vazio, ao deslumbre,
Até a propria vontade sucumbe...

Já o sonho farto, antes mesmo de adormecer
E acordo sistematicamente na esperança de ver
O que quer que seja, que queira acontecer
Mas volto-me para o outro lado,
Que já não suporto, o meu estado...
Ora revoltoso, ora anestesiado
Mas sempre sinceramente,
Manifestamente, clarividentemente,
Ousadamente, orgulhosamente
Nunca alegre, jamais sorridente
Mas sempre enfastiadamente
Revoltado, acordado,
Raramente indiferente
Às vezes odiado, outras ainda amado
E sem contar com a falta de modestia
Que essa esqueci, apaguei a ultima restia
Possivelmente serei unicamente,
Talvez até rigorosa e escrupulosamente
Um triste, tristemente, alegre e contente.

domingo, abril 13, 2008

Antigas.....Velhinhas...

Já passaram uns anos valentes, mas ainda assim, foi o inicio e por isso sempre de referencia :) (não que a qualidade tenha melhorado ou piorado desde então, manteve-se simplesmente fraquinha lol)

#CoolChannel/Poesia :)

Linhas compridas...Pensamentos Curtos

Há pessoas que vivem uma vida encerradas, na sua consciência
Sem liberdade, sem espaço de pensamento…Apáticas, mortas de vivencia
Remetidas a dogmas, encerradas em verdades que as cegam, que as matam
Opacas no seu pensamento, tentam a expressão em forma de sombrios monólogos,
E nos silêncios que compartilhamos, dizem os seus olhos o quão tristes são, nesses instantes elas falam

Não revelam pensamentos, ideias ou ideais…Não os têm, não há espírito que os suporte
E pensar a ideia somente, mesmo nem sendo forte pode ser ideia de morte
E morrem assim tão esplendorosamente em silêncio, que as palavras, leva-as o medo
Corroem-se de dores, amortalham-se no sofrimento, deixam-se morrer a cada momento
E nada dizem, não vá a sua consciência ouvi-las e talvez quem sabe…Oferecer-lhes a liberdade

Há pessoas que não falam, com medo que se ouçam a si mesmas, e outras há que falam
No nome da verdade, e nada dizem senão apenas a descrição da desconsolada realidade
Desta prisão, que nos invade, destas mentes que nos mantêm reféns do ser próprio
E cheios, repletos de vaidade, ainda tentamos outra vez dizer mal da liberdade….

Mas outras há, que não falam porque a ideia… Mais vale nem a ter…É dos pensadores ópio
Não queremos delas usufruir, são drogas de outros, são somente reflexões
A independência é subjectiva, e as pessoas têm medo de espaços colossais, mesmo os do saber
Soa a disparate o que estou a dizer, mas na certeza vos digo que há quem as prefira manter
A dizer a mais pura verdade…A revelar uma única ideologia, uma ideia um sentido, um sentimento ou sequer fantasia

E se a memória for limitada, o perigo estará controlado
Se a reminiscência for recalcada, não existirá a vivacidade de poder ter concepções
Não existirão entrelinhas, meias ideias, ou outras quaisquer motivações
Que nos levem a falar, da prisão, da cadeia, do cárcere que pode ser o pensamento

E digo-vos isto cá de dentro sem grande constrangimento
Que morrer por vezes é o melhor remédio… A melhor solução
Mas há contudo quem esteja morto e não seja sensato para o saber
Há quem viva sem viver, há quem morra e não o queira sequer entender.
Que a morte é solução de mil problemas, quando estes nos enjaulam na sua lamentável sedução

Falling Slowly

Ainda não vi o filme, que também infelizmente ainda não tem data de estreia para Portugal...Mas que tem uma banda sonora excelente :)

Fica aqui o representante mais conhecido da mesma



Hope you enjoy it :)

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

Para todos, e porque ha muito que nada é "postado"

Nao que seja apenas para fazer qualquer post no meio do vazio, mas porque na verdade os amigos são...São algo mais que simples pessoas que se cruzam connosco e porque a melhor forma de ver o mundo é sem duvida se em cada outro de nós conseguirmos ver um amigo....Fica a letra para os amigos e não só.


Freude schöner Götterfunken

O Freunde, nicht diese Töne!
Sondern lasst uns angenehmere anstimmen
und freudenvollere!

Freude, schöner Götterfunken,
Tochter aus Elysium,
Wir betreten feuertrunken.
Himmlische, dein Heiligtum!
Deine Zauber binden wieder
Was die Mode streng geteilt;
Alle Menschen werden Brüder
Wo dein sanfter Flügel weilt.

Wem der große Wurf gelungen
Eines Freundes Freund zu sein,
Wer ein holdes Weib errungen,
Mische seinen Jubel ein!
Ja, wer auch nur eine Seele
Sein nennt auf dem Erdenrund!
Und wer's nie gekonnt, der stehle
Weinend sich aus diesem Bund.

Freude trinken alle Wesen
An den Brüsten der Natur;
Alle Guten, alle Bösen,
Folgen ihrer Rosenspur.
Küsse gab sie uns und Reben,
Einen Freund, geprüft im Tod;
Wollust ward dem Wurm gegeben,
Und der Cherub steht vor Gott!

Froh, wie seine Sonnen fliegen
Durch des Himmels prächt'gen Plan,
Laufet, Brüder, eure Bahn,
Freudig, wie ein Held zum Siegen.

Seid umschlungen, Millionen.
Dieser Kuss der ganzen Welt!
Brüder! Über'm Sternenzelt
Muss ein lieber Vater wohnen.
Ihr stürzt nieder, Millionen?
Ahnest du den Schöpfer, Welt?
Such ihn über'm Sternenzelt!
Über Sternen muss er wohnen.

Lyrics: Friedrich von Schiller (1759-1805) &
Ludwig van Beethoven (1770-1827)
Musik: Ludwig van Beethoven (1770-1827), Neunte Symphonie

(Sem tradução é mais bonita)

terça-feira, novembro 13, 2007

....confições ....

Dêem-me descanso mentes atordoantes
Deixa-me repor o equilíbrio em mim
Deixai-me respirar, inalar a alegria do pó enfim….
Constante, sem nada de extravagante
Deixem-me agora assim
A repousar, a descansar, somente em mim
Outra e outra vez, descansar por fim

Mata-me a pouco e pouco o cansaço do tempo, do fruto, do cancro….
Morro a cada minuto que passa a cada batimento, a cada respirar
Morro no momento em deixo de escrever, em que paro de pensar
Mina-me uma vontade quase eloquente
Uma queda poética, digna do sol poente
Corrói-me a semente… E a sábia tristeza envolvente
Solto os problemas ao sol, ao vento que os levará
Não sei para onde, mas para longe de mim, será
Retiro o nó da garganta que me asfixia
Mato em mim, a vontade de ser poeta de ser alguém algum dia


Mas de mortes e mortos, infelizmente apenas restam memórias
Apenas isso e algumas centenas de histórias…
A perda foi por infortúnio consumada,
Eles já partiram…cedo foram, ainda de madrugada
Deixaram-nos mais sós, mais pobres, mais tristes e desconsolados
Levaram com eles todo o resto mas não, não… Jamais a saudade
Essa fica e faz-nos de certa forma a vontade
De nos deixar, por vezes também morrer,
E de nesses breves momentos nos deixar perto deles ficar
Tão longe deste mundo tão longe desta realidade, pairar
Em quase sonhos, em quase devaneios…Enlouquecer
Longe fica tudo, excepto o desatino, a loucura
E lá longe fico também….Por um momento, por um alguém
Deliciando a mente e a alma com alguma doçura
Amarga? Amargurada? Triste? Enlouquecida? Vencida?
Não, a tormenta é distante e a doçura….Quase constante.

domingo, outubro 28, 2007

...."Untitled"....

Procuro simplificar as palavras, para não mentir
Para não confundir mais o que pretendo dizer
Com o que não consigo disfarçar de sentir

Pretendo olhar-te outra vez, e entender
Onde está a traição do meu fundamento
Que me fez dizer
Que o mar que observava era amor,
Fonte de alento, alimento, e eu que já me sinto sedento….
Fitava tão imerso, tal calmante
Tão lindo, traiçoeiro, perigoso, surreal e relaxante
Da mesma forma eu via o amor,
Esse sentimento…Essa ferida de ardor

E a pessoa com quem falava era ninfa encantada na verdade
Donzela sem espinhos, que não me quis injectar, veneno tão letal
Esse afecto, forte completo a quem chamam amor…não é banal
É forte veemente, como o mar, em dia de tempestade
Daí a confusão…
A indecisão

Mas como disse não quero voltar a mentir
A verdade é só uma, e está despojada de protecções
Está só, livre de quaisquer contradições
Bastaram duas palavras para chamar outra vez o ser a sentir
Esse bobo triste que aparece sem terem de pedir
Pedindo afectos mil, ou sofrerá, por solidão
Por embaraço, nada de novo, e por paixão

Não o enterro em mim pois não consigo,
Não tenho porte, nem tais intenções…
Não o escondo, nem esconderei,
A ser eu tentarei…
Mesmo que assim fuja, de mim, serei
Bravo se preciso,
Ágil, lesto, conciso
Agitado, carismático
Cru, nu, despido do preconceito
Relaxante e gostoso a preceito
Saboroso, delicioso
Leal, poderoso,
Dominante e quem sabe feroz
Ou nada disto, nem tão pouco se tivermos a sós
Que tou rouco de gritar e os céus já não ouvem minha voz.

Quem dera ser Bocage, ou de forma mais informal A RECEITA

Quem dera ser Bocage


Quem dera conseguir escrever
Um poema que se visse, para toda a gente ler,
Sem truques, ou palavras complicadas
Sem grandes fintas, ou versos de pronuncias enroladas
Quem dera ser como Bocage


E conseguir com palavras simples, ou simples palavrões
Poemas para uns poucos, ou para as grandes multidões
De puros disparates ou até complexas paixões
Entreter quem queira, que os quisesse ler


Mas não tenho tal trato, e os poemas que vou fazendo
São aqueles de rimas mais que repetidas
Com palavras mais que muitas vezes ouvidas
Como são, “o meu triste sentimento…”
“Ai que não sei que faça com tanto sofrimento…”
E assim continuando com tamanho tormento
Estas são as voltas que dou em pensamento.


E de triste à tristeza e de frustrado à frustração
É apenas uma pataca ou se preferir um tostão
Corro a todas as possíveis, não pela primorosa poesia
Apenas pelo gosto daquela tão severamente triste união
Às vezes apenas um puro disparate, ou quem sabe a heresia…


É uma quase receita, junte um pouco mais de lamento
“Ai quem dera ser quem não sou, mas queria tanto ser…”
Sem como é claro que para tal, tivesse algo que fazer
Seguidamente junte uma pitada de fermento
Mas cuidado com as quantidades, especialmente no que toca ao desalento
Não podemos matar o publico logo ao primeiro verso,
Deixem-nos vir, ricos em contentamento
Para depois lhe mostrarmos a pouco e pouco o reverso
Agora aguarde que a massa cresça e junte outro condimento
Assim sucessivamente até completar a triste junção, até ficar pronto a servir
Para todos os alegres, ou simplesmente tristes que o queiram ouvir


No final a partilha do insucesso, tristeza ou, frustração
Deve ser feita em conjunto para que não sofra simplesmente na sua pobre solidão
Os desalentos podem ser no final compartilhados, chorados, ou até talvez amados
Mas fica assim a saber a receita para fazer bolos salgados
Pelas lágrimas, ou simplesmente tristes, em especial depois de serem lidos
Quem sofre mais no final são sempre os ouvidos…
Mas alegre-se que melhor “ouvinte” que o papel é nos dias hoje difícil de encontrar
Ou faltam quando chamamos, ou simplesmente não nos querem mesmo ligar…

domingo, outubro 07, 2007

Procurei por horas a fio em ruas sem fim
por algo diferente, simplesmente de mim
Nada encontrei senão mais raiva de ser assim
e de te tentar procurar por horas a fio, horas sem fim

Encontrei-me mais tarde, já desfeito...
pela mordaz, pungente e ruinosa, falta do ser
embrenhado em sórdidas mágoas,
Já pouco ou nada havia a fazer...

Mas continuava... vagueava por becos, e ruelas onde nada se conhecia
transtornado, confuso, atordido e mais tarde desorientado
Era eu um ser inolvidado antes, possivelmente antes de ser dia
Porque agora já nem eu me reconhecia

Mais tarde, horas sem fim mais tarde...

Olhava o meu rosto refletido na água
Essa tao impura, e à minha semelhança triste...
Água que naquele cada vez mais pobre rio existe

Olhava-a enquanto ela no seu silencio e com a sua calma
Me explicava de forma simples e quase maravilhada
que eu simplesmente perdera a alma...

dei-a ao sentimento, que com ela fugiu
Apresentei-a ao pensamento, que com ela se despiu
Mostrei-a ao amor que com ela dormiu
Desprezei-a, e dei-a a todos e todos esses...E ela partiu

No final apenas soube que a perdi
E que com ela um pouco de mim tambem esqueci
Algures num tempo que não senti
Algures longe daqui...

sábado, setembro 22, 2007

"Depois do adeus"

Após tanto tempo de ausência, tanto tempo longe deste blog, da quase desistência, ou porventura da desistência não assumida...Não pretendo voltar a ressuscitar os fantasmas, mortos e enterrados.
Simplesmente nos últimos tempos a solidão, a quietude, o distanciamento e a introspecção, têm me feito pensar, e com o pensamento volta sempre, a pouco e pouco a escrita e o desabafo com o computador mais do que com o papel, mas sempre com o mesmo intuito.

Só por isso "voltei", não com a vontade de escrever diariamente, ou sequer de actualizar o blog várias vezes...Apenas com o intuito de escrever esporadicamente, quando a mente e a vontade o desejarem.

E porque as desculpas já vão longas....

Divagações Nocturnas

Às vezes dou por mim perdido, olhando-te
como se não tivesse passado mais que ontem
e esperando, que do outro lado, na fotografia
alguém me espere, ainda após tanto tempo
À espera talvez de um singelo,
mas portentoso apelo,
algum chamamento,
N forte ilusão diria, de algum sentimento
Mas nada...Tudo passa em vão
e perco-me, diluo-me outra vez na ilusão
na doce miragem que observo, naquela bela ilustração
Perdido percorro os traços, as cores, as expressões
que me podem talvez alentar,
na incerteza...A divagar
Por essa foto quase tão velha
quanto o tempo, que por vezes espreito
nestas noites em que te olho
e em que me vejo desfeito.

A perfeição tão almejada nunca chegou, e a qualidade foi-se perdendo, mas não escrevo para outros, tento ilustrar muito o pouco que vou sentindo....

I.

Mais uma noite passada nesta taciturnidade
Mais uma noite levada pela insaciedade
Vencida por fim ao cansaço, físico e do pensamento
Deveras que não é senão efeito de outra coisa que falta de sentimento

Tristeza , desalento, murmúrio, pensamento...
E subitamente ouço, alguma alegoria no ar
Que soa ao som dos anjos, a rufar
Aos tambores celestiais a bradar
A alegria apresenta-se para mais uma visita,
uma sórdida, desconsolada, agoniante e arrogante
alegria esta que me acompanha nestas noites que passam...

Quem dera ao longe vê-la acenar,
Vê-la como dantes com contentamento a chegar
Esta apenas traz distúrbio ao espírito que se tenta sossegar
Barulho, para o sonho que se quer sonhar,
Nada como dantes, o sonho sonhado
Viver, vivendo-o acordado.

A grande ilusão que causará esta alegria....Já não existe, fugiu, nunca existiu...Nem existirá

II.

Enfadonha noite que ainda assim não sossega
Deixa-me fechar os olhos por instantes
E por um momento vem uma orquestra, rufar
oara que no mundo dos sonhos, possa então me embalar

Vislumbra-se por um momento a vitória então do cansaço, Nesta alegoria da fadiga...Já não sei que faço.

Se voe, se me prostre no chão,
Que o amor por vezes bem me mendiga
instantes que sejam de atenção,
Pensamento próximo, compaixão
intenção, intuição e malandrice, mas isso só por sugestão.

Entro num mundo a que não pertenço

III.

Numa intimidade imaginária,
que a fantasia cria tudo o que pode,
Pelo silencio se caminha, na estrada que aparece
Por um instante, a intenção esmorece
Lembram-se os que nos são queridos e já partiram
Os que amamos, mas não sabemos onde estão
É noite neste país da utopia, nesta irremediável ilusão
e o caminho humedece
ao ritmo das gotas de sal...

Aquelas que vão a pouco e pouco escorrendo
Da triste face do pensador, que contempla a vida e a morte nas palmas das suas mãos

IV.

Observa atentamente a humanidade
Os seus ritos,
os seus gritos
ora de alegria, ou de saudade
de enérgica fúria ou de maldade
de morte e sentimento
de vida e de novo alento

Observa-os com ar consternado
transparecendo no seu rosto
"a vida vive-se num momento
não existem dois sopros de alento
num dia é-se bebé, criança, jovem, adulto, velho.....
no seguinte pó deslocado pelo sulco do vento".

V.

Peço agora que me deixeis só
para me inebriar em mais pensamento,
em mais sensações...Talvez apenas em desalento
frustrações, irritações, tristezas, há assim momentos
Mas peço-vos que me deixeis só
para aprender outro caminho,
Mas no fundo para simplesmente ficar sozinho.


domingo, julho 30, 2006

Sonhar?

Há pessoas que nos parecem acordadas
quando dormem, quando sonham improbabilidades
nos seus mundos e mentes fechadas
Sonham com as impossibilidades de outras realidades

Mas realidade ha apenas uma, aquela que eles não vêm
aquela que lhes toca tenuamente,
de forma tao ligeira que nao sentem, coisa tao diferente
do mundo que sonham, desse tao pouco pungente...

Eu, talvez assim seja, acreditando no que nao acontece
Sonhe de facto acordado, com o amor
esse que se mostra tao indiferente,
que dá esperanças em vez de factos
que me mente....Que me mente....

___________________________________________________________________________

Para as férias -> Tentem ser felizes se nao o são, se ja encotraram o que tantos outro procuram preservem-no
Divirtam-se e felicidades (eu vou tentar fazer o mesmo)

sábado, julho 22, 2006

Simplesmente lindo

Há montes de tempo que nao me dá para escrevo a dita poesia, mas ao ouvir isto dá-me que pensar:


É Isso Aí
Ana Carolina

Composição: Ana Carolina

É isso aí
Como a gente achou que ia ser
A vida tão simples é boa
Quase sempre
É isso aí
Os passos vão pelas ruas
Ninguém reparou na lua
A vida sempre continua

Eu não sei parar de te olhar
Eu não sei parar de te olhar
Não vou parar de te olhar
Eu não me canso de olhar
Não sei parar
De te olhar

É isso aí
Há quem acredite em milagres
Há quem cometa maldades
Há quem não saiba dizer a verdade

É isso aí
Um vendedor de flores
Ensinar seus filhos a escolher seus amores

Eu não sei parar de te olhar
Não sei parar de te olhar
Não vou parar de te olhar
Eu não me canso de olhar
Não vou parar de te olhar


Ouçam a música é simplesmente genial.....Dá que pensar.....Eu nao sei parar.....

sexta-feira, julho 14, 2006

Não sei que te diga

Desejava dizer-te "Amo-te.", e não seria uma palavra em vão, seria apenas um sentimento transformado numa palavra, curta e simples e que descreve o inevitavel.
Mas falta-me a coragem, e não a vontade,
sinto que me rejeitarias, e não o contrário, talvez me engane a mim em nome do medo dessa tão possivel rejeição.

domingo, julho 09, 2006

Regresso....curto....

Depois de uma longa ausencia, dei comigo a pensar nas mesmas coisas, nos mesmos problemas, com os mesmos sofrimentos...
Culpabilizo-me mais uma vez, por aquilo que me acontece, até porque ninguém mais há a quem atribuir alguma culpa, apenas eu, e o mais estranho é que parece que nada faço para alterar certos comportamentos e atitudes, desapontamento, após ilusão, frustração após alento....A minha vida por vezes lembra-me a onda que vai e vem, que parece mudar mas nao muda, que cresce, que decresce, e que nunca sai do mar.

Lembrei-me que tenho o meu porto por vezes aqui, e que ja passava longo o tempo desde da ultima vez que nele por assim dizer, repousei. Nada trago de novo, nenhuma tragédia por enquanto, mas tudo parece estar seguro por fios feitos nada, que a qualquer momento prometem que hão-de soltar a tempestade que tanto lhes pesa agora, que há-de me minar...Apenas breves momentos tenho para mudar, para pensar no que fazer, para sair da indecisão para agir segundo uma qualquer decisão que tome neste breve tempo. O impressionante é que só agora ele é breve, eu ja tive muito tempo para me decidir, mas como sempre, guardei a resposta para o ultimo segundo....Contudo se fosse para ti que ela se destinasse, seria obviamente um sim, mas desta vez, terei que decidir em certa forma se hei-de ou não continuar por esta que tem sido uma triste e penosa caminhada, onde tive várias vezes a esperança de conseguir ver a dita, luz ao fim do tunel, ou que acontecesse na minha mente e vontade o tal click, e que tudo se resolveria. Mas a verdade é triste, para nao dizer estupida, e demasiado teimosa, a realidade..., obviamente que falo apenas que reservei para mim mesmo, e nao da outra, realidade que todos enfrenamos, esta minha realidade que ja tem vários anos, e que continua praticamente inalterada, e como sempre por minha e unica culpa. Eu sinceramente tenho a impressao de cada vez menos me conseguir compreender (é por isso tao normal que nao entenda os outros), eu que e modestia à parte, sei que tenho algo dentro de mim, que nao aproveito, algo que me torna...Nao sei...Especial???, mas continuo sem entender do que estou à espera..., supostamente todos temos um destino (ou nao), um proposito, sim isso um proposito, cabe-nos talvez a nós decidir qual é, contudo eu ainda nao faço ideia de qual seja o meu. É verdade que há coisas que me dão um prazer especial, como por exemplo, aprender algo de novo, ou ajudar alguém, ou..., sei lá tanta coisa, mas contudo parece-me que o meu próposito nos ultimos cinco anos tem sido o de tornar a minha vida e a daqueles que me são mais próximos num completo inferno...

Quando se perde a iniciativa, a motivação, a razão, o gosto....Torna-se complicado conseguir continuar seja o que for, e sinceramente eu nao sei até que ponto me posso por vezes odiar mais, e contudo no momento seguinte, esquecer tal odio.
E pergunto-me agora....Será mesmo ódio?
Sim, quando sei que tenho que fazer algo, que tenho algo a cumprir, quando tenho um trilho traçado e um tempo para o fazer...E em vez disso sigo por outros caminhos, que a lado nenhum me levam num futuro, que me deixarão, morrer se for preciso, num mundo que me aborrece, que me mata aos poucos, que me faz cada dia mais odiar-me...E que no entanto eu continuo a seguir....Dará para perceber?
Se eu não me percebo, como hei-de perceber os outro?

sexta-feira, fevereiro 24, 2006

MESA

Vicio de ti

Amigos como sempre, dúvidas daqui para a frente.
sobre os seus propósitos, é dificil não questionar.
canto do telhado para toda a gente ouvir.
os gatos dos vizinhos gostam de assistir.

enquanto a música não me acalmar,
não vou descer, não vou enfrentar.
o meu vicio de ti não vai passar.
e não percebo porque não esmorece,
ao que parece o meu corpo não se esquece...

não me esqueci,
não me atrevi,
não adormeci,
o meu vicio de ti!

levei-te á cidade, mostrei-te ruas e pontes.
sem receios, atraí-te ás minhas fontes.
por inspiração, passámos onde mais ninguém
passou. ali algures, algo entre nós se revelou.

enquanto a música não me acalmar,
não vou descer, não vou enfrentar.
o meu vicio de ti não vai passar.
e não percebo porque não esmorece.
será melhor deixar andar?
será melhor deixar andar?

eu canto a sós para a cidade ouvir
e entre nós há promessas por cumprir.
mas sei que nada vai mudar,
o meu vicio de ti não vai passar.



tinta invisível

panela de explosão
cai a tinta no coração
as estradas são os teus medos
a tua implosão...

tens a bossa fria
mesmo com a ginástica
enrolas as palavras
não convence a frase

com a mão no ombro
e de pés firmes olhas o pó
do oriente laranja

tens os sais à mão?
Dá-me como se eu fosse os teus

não há hora de zarpar
com a corrente atada aos ombros
lembras-me alguém ultrapassado?
um herói domesticado
sintoma branco
ataca o teu passado

é preciso terminar...


divagadora

sou uma divagadora, que se isola em partes, sempre
[à procura do receptor.
e persigo e persigo e persigo e persigo
sigo e somo aqui, dou e torno às vezes
e se não acordar alguém voltará a dar

segue o teu rumo mesmo sem avançar a tua inércia força o meu paladar
e se um dia eu sair do sofá será a fugir para o lado de lá
um truque lento usado para salvar tornou-se num beco
[de onde não podes escapar
é a realidade não é sabotagem; se não fores atrás ela não te será dada

é uma linha estreita
um movimento escorreito, com a jovem atracção fica tudo
[um pouco louco
realidade não será visionada na t.v.
e se não acordar alguém voltará a dar

sábado, fevereiro 18, 2006

Pearl Jam - Man Of The Hour

Tidal waves don't beg forgiveness
Crashed and on their way
Father he enjoyed collisions; others walked away
A snowflake falls in may.
And the doors are open now as the bells are ringing out
Cause the man of the hour is taking his final bow
Goodbye for now.

Nature has its own religion; gospel from the land
Father ruled by long division, young men they pretend
Old men comprehend.

And the sky breaks at dawn; shedding light upon this town
They'll all come ‘round
Cause the man of the hour is taking his final bow
G'bye for now.

And the road
The old man paved
The broken seems along the way
The rusted signs, left just for me
He was guiding me, love, his own way
Now the man of the hour is taking his final bow
As the curtain comes down
I feel that this is just g'bye for now.




....Just beautiful....

segunda-feira, janeiro 30, 2006

ITS SNOWING




Está a nevar :)


Que fixe talvez pela primeira vez em meio seculo ou talvez mais está a nevar em Setubal, e em muitos locais estranhos por esse Portugal fora....


Foi ontem e quem ontem estivesse a dormir, ou nao visse que nevou, pelo dia que hoje faz, seria dificil de acreditar em tal coisa (visto que hoje está um sol......mas um Sr. Sol)


It was magic....And me...I was just happy as a child, jumping and watching......Was really beautiful :)

segunda-feira, janeiro 16, 2006


(Serra da estrela, foto ainda dos tempos em que eu andava em C.B.)


Já passa algum tempo desde que pus aqui o ultimo post....Já passa muito tempo desde que perdi de certa forma o alento para o blog...Mas ainda assim de vez em quando lá escrevo alguma coisa nova, lá vem algum tempo que não aproveito da melhor forma e por isso aparece a escrita, e de longe a longe o desenho...Mas por falar em tempo mal aproveitado, cá fica mais um "poema":


PERDA DE TEMPO


Que insatisfação
que mescla de descontentamento
que aflição
e apenas perco tempo...

quem me dera pode-lo controlar
quem me dera que o dia fosse longo
quem me dera talvez chorar
quem me dera, quem me dera...

e ainda assim perco mais tempo
ao fazer o que nao devo
ainda assim perco mais tempo
a lamentar o meu tormento
vejo-o a fugir, e nada faço
vejo-o partir, e morro com esse sentimento


que maquina esmagadora
quisesse eu que ela parasse
mas nada posso fazer, na verdade,
pois ela é possuidora
da perguiça e da vontade
da ambição e do amor
do orgulho e do terror
e de outras coisas mais
fantasticas e atrozes...coisas tais...
Que paro para a olhar a magicar,
coisas novas, outras velhas
e parado fico, a ve-la trabalhar
a ve-la envelhecer-me, com rancor e com saudade.

sábado, dezembro 24, 2005

MERRY CHRISTMAS AND A HAPPY NEW YEAR


é de certa forma estranho que o ultimo post tenha sido há quase um mês, mas o trabalho na escola e a pouca vontade de colocar aqui algo de novo têm-me afastado destas paragens, contudo não poderia passar esta altura de festividades sem por aqui um postzito.
Por isso Boas Festas, um feliz natal e um optimo 2006

terça-feira, novembro 29, 2005

Loucura

Tudo cai! Tudo tomba! Derrocada
Pavorosa! Não sei onde era dantes.
Meu solar, meus palácios, meus mirantes!
Não sei de nada, Deus, não sei de nada!...

Passa em tropel febril a cavalgada
Das paixões e loucuras triunfantes!
Rasgam-se as sedas, quebram-se os diamantes!
Não tenho nada, Deus, não tenho nada!...

Pesadelos de insônia, ébrios de anseio!
Loucura de esboçar-se, a enegrecer
Cada vez mais as trevas do meu seio!

Ó pavoroso mal de ser sozinha!
Ó pavoroso e atroz mal de trazer
Tantas almas a rir dentro de mim!

by: Florbela Espanca
a visitar: Site de homenagem à grande poetisa


E isto de loucura tudo por causa de um livro que comecei hoje a re-lêr chamado Loucura de Mário de Sá Carneiro, aconcelho vivamente a todos os que puderem, não percam a chance a leiam-no e já agora fica aqui um link para quem não conhece, ficar a conhecer um pouco melhor Mário de Sá Carneiro


:)

domingo, novembro 20, 2005

Já faz tempo que aqui não escrevo...

Pois é já há alguns dias...mais propriamente semanas que não escrevo um post no meu blogzito de estimação :)

É quase irónico, lembrei-me de aqui vir quando me senti realmente só...É como se isto exorcizasse a minha solidão ou a minha tristeza, bem sei que não o faz, mas às vezes acredito como se isto fosse realmente a cura da minha "doença"...

Para não variar vou deixar mais um poemazito...

Vieste num dia em que não te esperava
E contudo partiste, quando a desilusão do sentimento me aguardava
algures na minha solidão, algures na minha tristeza
Eu sei que talvez tu nunca me tivesses desejado,
mas a verdade... A minha verdade é tão diferente,
tão tristemente irreverente...
Que às vezes esqueço a dor que sinto,
esqueço, sabendo que apenas que a mim minto,
e espero por uma morte há muito aguardada sem dor ou sofrimento,
apenas aguardo que ela chegue num possivelmente solene momento...

....Nada mais há a dizer destes tempos em que te adoro em segredo, com medo, do que tu possas não sentir...É covardia! Eu sei...Mas tenho medo, medo de mim...

Afinal ainda vou deixar outro, este já tem uns aninhos, mas eu sempre gostei dele, sempre me identifiquei muito com ele, e agora sinceramente o que mais me apetecia fazer, tem muito a ver com este poema....

Lágrimas

Escorrem dos olhos sem que as possa interpelar
São ainda de um amor
Que não consigo evitar
por mais que queira, o pensamento
acaba sempre por lá chegar
A esse já triste e pobre sentimento
São as lágrimas que restam da dor,
Dessa tão estranha forma de amar
E que agora tanto lamento.
Fluem humedecendo o rosto deserto
Rolam com um ritmo incerto
Com o seu triste aspecto vão aparecento
E como aranhas a sua teia vao tecendo
Que desce dos olhos, abatendo-se por toda a face
Caindo por fim num mar, onde talvez cada uma se afundasse
E me deixasse então assim esquecer,
Esse amor que agora, que dessa forma me faz sofrer,
Seria então assim a chorar
Que dessa forte agonia me iria desamarrar.

Até a um próximo post

quinta-feira, novembro 03, 2005

Azafama

Pois é isto de ter 3 frequências em 8 dias arraza qualquer um, e eu que o diga, embora tenha aproveitado os feriados (feriado+ponte) da pior forma possivel, ou seja no ócio total ando com os neuronios completamente atrofiados, entre séries sucessões ainda as matrizes e claro os belos dos filosofos trbalhistas...Uma verdadeira feira de matéria umas vezes chata, outras dificil de compreender e por vezes (só algumas) interessante...Mas já chega da azafama dos neuronios e do estudo...Fica então aqui mais um poemazito(...como a falta de inspiração..ou melhor a falta de tempo para a inspiração tem sido enorme fica aqui um velhinho, mas do qual gosto muito):

A criatura desnudada

Naquela tela azulada,
Vive uma criatura desnudada.
Sem asas para poder voar,
Mas com vontade de se libertar.

Por vezes Voa alto sem saber,
Na sua própria vontade de crer.
Procura o que nunca encontrou.
Procura aquilo com que sempre sonhou.

Procura a liberdade,
Procura a felicidade,
De tanto procurar Algo encontrou,
mas foi diferente do que sempre desejou...
encontrou a tristeza e desde logo gostou,
Nela encontrou talento e a ele se aprisionou.

Mas a verdade,
É que o seu desejo nunca concretizou.
A felicidade ou liberdade,
ela nunca encontrou.

Ficou para sempre presa
Aquela tristeza.
Ficou com aquele talento,
Mas também com o seu próprio sofrimento!

terça-feira, novembro 01, 2005

...Empty days, empty mind...

I've died to the world
as dead can be dead
I smoke the rests of my soul
in the shadows of my coufin
I died, may be a long time ago
But I just realise now, how dead I am...In the darkness...

the void fills me up day by day,
in nights full of emptiness,
in those days where the sky
is covered up with clouds...blue days...
The nights covered by spirits from the dark, from the shadows...
But I really don't want to see all that, emptyness...all that sadness
I don't want to feel it anymore
to write it, or write my feelings again,
don't want to read or hear my sadness...

I want to go back to life again...
To work as ever, so I can forget my own death
Just work...And as many work, less sad I will feel, less time I will got to spend with feelings...

...Empty days, empty mind...

segunda-feira, outubro 31, 2005

My last train...




Rain on the brain
Now there’s flowers in your window
She, well she’s so strange
I don’t know anything about her
But if it’s all the same to you
Here’s what I’m gonna do
I’m gonna write a song
Gonna sing it to everyone
And then I’ll sing it to you
’cos it was you that wrote it too
This could be the last train
Search within yourself for feelings
Everybody’s got them
You left me on the shelf
And now there’s no-one to rely on
But if it’s all the same to you
Here’s what I’m gonna do
I’m gonna buy a gun
Gonna shoot eberything, everyone
And then I’m coming for you
’cos it was you that drove me to
This could be the last train
Woo-woo
Woo-woo
Woo-woo
Woo-woo
Rear window
Wit the room in her hair
And on her jacket
There’s a picture of che guevara
As he sits beneath the tree
But that’s not important
But he look a bit like me
If you took all the little feelings in your heart
And took all those little feelings apart
Oh well now
What’s the point in doing all of that?



Musica: Last Train
Autor: Travis
Album: Invisible Band
Site da banda: http://www.travisonline.com/

Há dias em que esta musica em particular é tão boa de ouvir...(se bem que todo o album é muito cool)

sábado, outubro 29, 2005

ALGA....QUE NERVOS

Ainda nao passaram os quinze dias, mas hoje o dia tem-me corrido pelo pior e por isso resolvi também quebrar as regras que me imponho...

Quem me ir...
Um dia assim partir,
voltar a ti e voltar a sorrir
quem me dera um dia ir
quem me dera partir...

Ruben, num momento de pouca inspiração, num dia terrivelmente errado...
Até daqui a mais alguns dias, espero que a proxima frequencia não me roube tanto tempo de estudo e não me corra tão terrivelmente mal...

PS- o que me chateia é que eu sabia e não fiz...
PS 2- Para esclarecer o titulo. Alga- Algebra Linear e Geometria Analitica (ng é obrigado a saber isto...)

sexta-feira, outubro 21, 2005

Punição





Eu, devido à minha irresponsabilidade, nos ultimos dois dias, condeno-me a não alterar, nem a "postar" nada nos proximos 15 dias, para que dessa forma possa ter mais tempo para estudar para as belas das 3 frequências que estão mesmo ao virar da esquina à minha espera.

Se assim o individuo responsavel, pelas suas irresponsabilidades, terá que ser punido de uma forma mais drástica, podendo até ser-lhe confiscado, ou apagado o blog em que ele tanto tempo tem dispendido.

Com desculpas para os demais.
Obrigado
Até daqui a 15 dias
(comentário não contam nesta punição)

quinta-feira, outubro 20, 2005

quinta-feira, outubro 13, 2005

Um pouco de publicidade a um dos meus blogs, em principio tentarei refaze-lo de uma maneira diferente daquela que tinha inicialmente seguido, vai ser complicado, as actualizações vão ser um bocadinho lentas, mas penso que é capaz de valer o esforço do click: Dá QuE pEnSaR

preocupado com o tempo, com a vida, com a morte...

...Porque a vida é um sopro que no vazio se desfaz,
É a lágrima que cai, e que nunca volta atrás
A vida é o tempo que passa, o relogio que nao pára,
É ferida que doi, e que não sara
É a chuva que cai, no mar revoltoso...

A vida está em todo o lado
Na criança, no jovem, no adulto e no idoso
A vida é essa musica fugaz chamada fado
É tristeza dos olhos que por vezes choram
É alegria daqueles que algures, olham
É um misto, uma energia,
É amizade, é toda uma empatia...

Mil palavras não chegavam, para descrever
Todo esse percurso do nascimento até à morte
Nem cem vezes mais, explicariam o milagre de nascer
viver é com todos os seus inconvenientes...Uma sorte!

sábado, outubro 08, 2005

Gritos mudos...

o silencio...Na noite completamente vazia
o silencio...Na minha eterna solidao para com o mundo
recordam-me os meus erros, aqueles que cometo dia-a-dia
recordam-me os meus erros, aqueles que cometi para contigo
e ainda na noite, me lamento,
porque o sono, com quem tenho costas voltadas
esqueceu-se de mim em mais uma noite,
em mais uma das morosas madrugadas...
E nesta noite em que o silencio me une talvez a ti
que nao me ves, nem ouves, talvez nem te lembres de mim
tal como eu te recordo a cada instante em que penso...
Em que olho para dentro e alvejo talvez assim,
um pouco de mim em ti, um pouco de ti em mim...
E não chorarei, porque também as lagrima fugiram
no longo tempo que tiveram, em que eu tambem delas me esqueci
Quieto e triste fico, apenas a pensar, na alegria de outrora
na alegria que me deixa a cada instante mais isolado
mais triste e um pouco mais para alem do completamente desolado
...
O silencio é assim, quando me encontra nestas longas horas
o silencio é assim, quando me vê e me acompanha...

quarta-feira, outubro 05, 2005

Num feriado encerrado em casa....

Onde te colocas tu? Quando de manhã embrenhado nos lençois te chamo e só depois de algum tempo depois de ter realmente acordado me lembro que apenas aos sonhos pertences...E que sentido tao trágico dou eu a todas as coisas...Em que tragédia diária vivo eu?, que me escondo do mundo, que me esqueço dos outros, que me considero demasiado importante, demasiado imponente, para que eles se possam esquecer de mim...

E já, sim já tentei, mas mudar é tão complicado, ainda para mais quando se odeiam tanto as mudanças numa vida em eterna mutação...Quando se vive apenas para a tradição aquela que julga imutavel e que ela também esquece, que tradição que se matém é apenas aquela que tudo muda...

Que fazer num mundo em que todos se esquecem, em que todos têm tao fraca memoria...Que fazer?

sexta-feira, setembro 23, 2005

O ultimo desta série


O mundo move-se no espaço que me rodeia
No curto tempo, que por vezes escaceia,
E eu especado, sem nada fazer, fico apenas a olhar
Observando no aspecto das coisas a mudança,
Mas não me movo, nao me mexo, para que não me possam mudar
Para que fique para sempre eu, ainda tenho essa esperança
E assim fico estático, a ver o tempo e a sua passagem
Como um rio que corre para a foz, como uma crinça que acaba de nascer
Mas eu não me modifico, apenas sentado fico, numa margem
a ver o rio que passa, a ver a criança crescer...


Agora é tempo de escola e de estudar...Agora é tempo de passar nas disciplinas e ver se daqui por um ou dois anos acabo o bacharelato...Agora é tempo de estudar, é tempo de dar tempo ao blog!


Até sempre :)

...

Há tempo para tudo, (ou quase tudo), a mudança compõe grande parte do nosso tempo, por isso e porque cada vez mais me distancio do blog, resolvi dar um tempo também ao blog, para que eu mude, para que me expresse de outra forma, para que veja as coisas em sentidos diferentes, em sentidos mais amplos, mais criativos...Para que alargue os meus horizontes, para não deprimir em casa todos os dias enquanto espero que alguem aqui venha dizer talvez uma palavra amiga...Por isso vou dar um tempo, talvez venha com coisas novas, pelo menos é esse o objectivo.

Deixo aqui como jeito de despedida (talvez breve) um poema de um dos meus escritores favoritos (Mario De Sá Carneiro):

Além Tédio

Nada me expira já, nada me vive.-
Nem a tristeza nem as horas belas.
De as não ter e de nunca vir a tê-las,
Fartam-me até as coisas que não tive.

Como eu quisera, enfim, de alma esquecida,
Dormir em paz num leito de hospital...
Cansei dentro de mim, cansei a vida
De tanto a divagar em luz irreal.

Outrora imaginei escalar os céus
À força de ambição e nostalgia,
E doente-de-Novo, fui-me Deus
No grande rastro fulvo que me ardia.

Parti. Mas logo regressei à dor,
Pois tudo me ruiu... Tudo era igual:
A quimera, cingida, era real,
A própria maravilha tinha cor!

Ecoando-me em silêncio, a noite escura
Baixou-me assim na noite sem remédio;
Eu próprio me traguei na profundura,
Me sequei todo, endureci de tédio.

E só resta hoje uma alegria:
É que, de tão iguais e tão vazios,
Os instantes me esvoam dia a dia,
Cada vez mais velozes, mais esguios...

in:Dispersão



PS- peço desculpa a algumas pessoas, em especial às que mais aqui vinham...Peço desculpa mas tenho que ter tempo, e o tempo aqui foge-me.

terça-feira, setembro 20, 2005

Pensamentos...

Quem me dera de ti não me lembrar
A saber que andas perdida nas ruas do meu pensamento
acompanhada apenas da amarga sensação do esquecimento
quem me dera não lembrar...

No fundo queria apenas de mim me esquecer,
daquilo que sou, quem me dera saber o que quero ser
....
Que devo fazer? apenas sito uma estrofe bastante conhecida...

..."A cidade está deserta
E alguém escreveu o teu nome em toda a parte
Nas casas, nos carros, nas pontes, nas ruas
Em todo o lado essa palavra
Repetida ao expoente da loucura
Ora amarga! ora doce
Pra nos lembrar que o amor é uma doença
Quando nele julgamos ver a nossa cura
"

Julguei talvez em ti ver a minha cura, e agora que me perco nos becos do esquecimento, e me encontro por vezes nas avenidas da loucura, reparo em mim e posso afirmar que estou realmente doente...

sexta-feira, setembro 16, 2005

Florbela Espanca

Alma Perdida

Toda esta noite o rouxinol cantou,
Gemeu, rezou, gritou perdidamente!
Alma de rouxinol, alma de gente,
Tu és, talvez, alguém que se finou!

Tu és, talvez, um sonho que passou,
Que se fundiu na Dor, suavemente...
Talvez sejas a alma, alma doente
De alguém que quis amar e nunca amou!

Toda a noite choraste... e eu chorei
Talvez porque, ao ouvir-te, adivinhei
Que ninguém é mais triste que nós!

Contaste tanta coisa à noite calma,
Que eu pensei que tu eras a minh'alma
Que chorasse perdida em tua voz!

in: "Livro de Mágoas"

terça-feira, setembro 13, 2005

E depois das férias, regressam as aulas e ficam os pedaços de recordações do verão...



Pois é o regresso às aulas, o regresso a Setúbal...


Seleção dos "capitulos" de Verão
_______________________________

Tanto se passou, e não voltará a ser
Tanto que te tinha para dizer
Mas achei as palavras vagas e traiçoeiras
as palavras eram tristes e brejeiras
talvez porque pensa-se que o olhar por si falasse
Porque achei que assim ele te encontrasse
E assim distanciei-me na minha mudez
tornei-me essencialmente estranho, e triste por uma ou outra vez...

___________________________

Nas longas horas nocturnas o sono desaparece
Fecho os olhos na esperança que possas de alguma forma aparecer
Penso em ti, outra e outra vez, rezo talvez uma prece
Caio no desespero, parece que nada acontece, senão quando aparece uma fada
Que me atormenta o pensamento já profundo, e a ti te volta a fazer ser,
Uma loucura, uma outra doçura, uma imensidão de prazer...
Tento por fim dormir e por um fim à longa jornada,
Porque o tempo não espera e o dia parece querer a toda o custo amanhecer
Mas apenas penso no momento em que te voltarei a ver no que hei-de talvez fazer
Penso muito..E no fundo sei que apenas penso em nada...
Pois o cansaço me vence na já longa madrugada!
_______________________________

O pensamento já não me deixa dormir
Quero a toda a força atrás voltar
Ao ponto de partida, às capelas...A todo o lugar
Eu simplesmento quero ir...

Fecho mais uma vez os olhos e protrume na cama cansado
Sonho contigo na esperança de alguma vez regressar
Aos momentos bons, aqueles em que contigo tenho sonhado
A todos quero voltar...
_ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _

Mões-me o pensamento
Mões o sentimento
A culpa de não te poder falar
Volta uma vez mais a me culpabilizar...
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De sonhos vivo, mas não consigo adormecer
porque quando fecho os olhos és a primeira a aparecer
E tento talvez de olhos fechado fazer o que não fiz
Tento dizer-te que ao pé de ti de qualquer forma sou feliz!
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Noutras Horas e Noutros momentos!
Receita da infelicidade
Estou tão triste e miserável
Tão seco e detestável...
Paixão efémera que não se dilui
nas calmas águas do choro que fui...
Sento-me por um instante
e penso em ti não obstante,
em ti, perto e não distante,
Em ti penso noite e dia, estrela cintilante...
Pergunto então a mim,
Porque me calo e consinto tal mudez?
Porque não te digo por fim?
Porque penso eu isso ser apenas estupidez?
Porque guardo em mim o sentimento e a insatifação?
Porque não te digo que te Amo, de vez?
Porque me escondo abatido pelo medo da rejeição?
Porque deixo eu murchar as feições e o coração?
Porque não falo, porque não digo?
Porque me calo e em seguida desligo?
Apenas e simplesmento porquê? Ou por outra, poruque não?
_______________________________
Regressei!

segunda-feira, setembro 05, 2005

...

Prometo em breve começar a postar aqui até lá...Um pouquito de paciencia!!!!

sábado, agosto 13, 2005

Lembranças...

E por fim voltei a Setubal, sinto-me quase desolado de não ter ficado no sitio onde estava, mas a verdade é que fui obrigado a vir. Paciência...
Enquanto estive longe tirei algumas fotografias (infelizmente a máquina deu o peido mestre), escrevi e li algumas coisas bastante interessantes, deixo aqui duas delas inteiramente dedicadas à... Mais vale deixar o suspense! :)


Quando te idealizo,
em que penso?- com que cizo?
que sinto em mim?
que faz ficar assim
triste e alegre
as vezes contente
e por fim,
arrebato em mim
sentimento tao potente

que me persegue em sonhos
que me faz sentir saudade
da minha pobre e triste liberdade
d'amor,
de dor,
de tisteza e do pouco primor

amar-te-ei?
nem sei,
talvez, como uma rosa
em que se vê,
forma formosa
alegre espirito
dialogo lirico,
mas na qual não se pode tocar
porque pica, porque pode arranhar
porque peca, porque fere
porque no caul, o espinho insere
tal veneno tao letal
que ao homem resta sonhar
um sonho d'amor,
um sonho de d'or
um sonho de cor
do qual na pode acordar...



Estranha é toda esta melancolia
que me cola, e erradia
que se sente, aos montes
que se prende nas fontes

estranha é esta alegria,
triste e sem folia
que me prende e me acanha
que me fere e me arranha

e tu, longe, as vezes nem sei
se ame se te odeie
mas como uma flor formosa
olho-te a ti como uma rosa

que me prende e me acanha
que fere e me arranha,
talvez, assim compreenda
a razao da tua beleza,
a razao da minha fraqueza
talvez assim te entenda...

PS- pode parecer que quando escrevi tinha algumas dúvidas, mas a verdade é que não eram dúvidas, apenas medo do resultado, infelizmente agora sinto-me triste por não ter a coragem de procurar algo tão importante como aquilo que encontrei...

sexta-feira, agosto 12, 2005

raiva....


E eu que nunca por alguém chorara
Eu que era tolo, por entristecer
por ter o coração duro e seco, a apodrecer
por me querer obrigar de alguem a gostar
para que so nao ficasse,
para que esquecido não acabasse
e no fundo nem sonseguia sonhar...

E sem que quisesse inicialmente pra ai ir
para os ceus, longe daqui
encontrei-te sem saber como, e sem procurar
nesse céu, que agora nem consigo contemplar

Agora...Tristemente fico a chorar,
pelos cantos, e corredores,
pelas ruas, em todo o lado morro aos poucos
sem poder ou conseguir matar a doença que perdura...
que agora me mata, de amores

E eu que te encontrara, finalmente
Fui-te perder, no dia seguinte,
quando o sol raiou e me obrigaram a vir
deixando-te sem querer, para trás, onde queria estar
agora, amanha, depois, até o tempo acabar...

quinta-feira, agosto 11, 2005

A VIDA


Foi-se-me pouco a pouco amortecendo
A luz que nesta vida me guiava,
Olhos fitos na qual até contava
Ir os degraus do túmulo descendo.

Em se ela anuviando, em a não vendo,
Já se me a luz de tudo anuviava;
Despontava ela apenas, despontava
Logo em minha alma a luz que ia perdendo.

Alma gémea da minha, e ingénua e pura
Como os anjos do céu (se o não sonharam...),
Quis mostrar-me que o bem bem pouco dura!

Não sei se me voou, se ma levaram...
Nem saiba eu nunca a minha desventura
Contar aos que inda em vida não choraram
.........................................................
A vida é o dia de hoje,
A vida é ai que mal soa,
A vida é sombra que foge,
A vida é nuvem que voa;
A vida é sonho tão leve
Que se desfaz como a neve
E como o fumo se esvai:
A vida dura um momento,
Mais leve que o pensamento,
A vida leva-a o vento,
A vida é folha que cai!
A vida é flor na corrente,
A vida é sopro suave,
A vida é estrela cadente,
Voa mais leve que a ave:
Nuvem que o vento nos ares,
Onda que o vento nos mares,
Uma após outra lançou,
A vida – pena caída
Da asa de ave ferida -
De vale em vale impelida,
A vida o vento a levou!

Como em sonhos o anjo que me afaga
Leva nas Tranças os lírios que lhe pus,
E a luz quando se apaga
Leva aos olhos a luz!

Levou, sim, como a folha que desprende
De uma flor delicada o vento sul,
E a estrela que se estende
Nessa abóbada azul;

Como os ávidos olhos de um amamnte
Levam consigo a luz que um terno olhar,
E o vento do levante
Leva a onda do mar!

Como o terno filhinho quando expira
Leva o beijo dos lábios maternais,
E à alma que suspira
O vento leva os ais!

Ou como leva ao colo a mãe seu filho,
E as asas leva a pomba que voou,
E o sol leva o seu brilho...
O vento ma levou!

E, Deus, Tu és piedoso,
Senhor! és Deus e pai!
E ao filho desditoso
Não ouves pois um ai!
Estrlas deste aos ares,
Dás pérolas aos mares,
Ao campo dás a flor,
Frescura dás às fontes,
O lírio dás aos montes
- E roubas-ma, Senhor!
.........................................................
João de Deus in: Campo de Flores


E roubas-ma senhor
a mim não a vida, mas o amor....

terça-feira, julho 26, 2005

O 70º

Hehehe pessoal após 5 dias de puras férias em que vim para Vila Flor com os meus papás e com o meu Avô posso dizer que já me fartei de tirar fotos que de momento não posso aqui colocar prometo apenas que tenho mais 100 para tirar...hehehe...Fiquem bem visitem-me de vez em quando e portem-se bem :p

segunda-feira, julho 18, 2005

Le Fabuleux destin d'Amélie Poulain

a.k.a. Amelie Poulain From Montmartre Posted by Picasa



Pude hoje finalmente e após quase 3 anos de tristeza, amargura, procura, desespero e outras coisas mais matar saudades daquele que para mim é sem qualquer sombra de dúvidas "O FILME" the only and really "ONE". Aconcelho a toda a gente que nunca o tenha visto, é imperdivel, e a quem o viu, façam como eu agora que posso vou ve-lo praí umas 3 vezes por mês, e prometo não me fartar :)


E toi quesque tu emme? Quesque tu n'a pas? (eu não garanto que o francês esteja 100% correcto, há muito tempo que eu não tenho francês....Se bem que era bom voltar a ter :))

What do they say?

What do they say? Posted by Picasa
por motivos de moral a imagem teve que ser escondida por detras deste link, porque a gerencia do site nao se responsabiliza por qualquer dano moral causado aos poucos leitores deste blog! :)
Outro moinho...fa�am zoom  Posted by Picasa
Na arrabida Posted by Picasa
No forte de Setubal Posted by Picasa
Nature @ the end of day Posted by Picasa
sea @ Arrabida Posted by Picasa
Nature on is best 2 Posted by Picasa
Nature on is best 1 Posted by Picasa

domingo, julho 17, 2005

4:21

Criatura que te ergueste na escuridão
No meio da potrefacção e da preverção,
cresces-te...E voas-te como um anjo, planas-te e alto foste
mas sem que nada o prevesse, cais-te
e ao cair cegaste-te...

E no escuro negurme, na taciturnidade...chamaste
pousaste a arrogancia que dantes de envolvia
e chamaste, pediste ajuda a quem te ouvisse
esquecete a dor e o sofrimento, que te atormentavam
e pediste, gritaste por ajuda...
Esqueceste por instantes o medo que sentias
e como pessoa voltaste a falar, e a pedir...

Alguem te ouviu, num mistico eco,
mas...Ninguem te encontrou e ali ficaste
dias e noites, ali ficaste a secar, a morrer
e mais que a dor fisica, doia-te o espirito
doia-te a alma, porque ninguém te ajudara...
Porque tal como tu todos se esquecem,
e apenas quando necessitamos nos lembramos
daqueles que outrora abandonamos.


Ps- Tal como o titulo refere à que dar o desconto ao rapaz lol...tou a cair de sono
Bem boa noite e Até amanhã

sexta-feira, julho 15, 2005

MASTER  Posted by Picasa

Vocês têm que experimentar :)

Lembrei-me de um jogo em flash execlente e que toda a gente deveria experimentar pelo menos uma vez: 8up


TENTEM BATER O MESTRE ou seja EU HEHEEHHEHEEEHEH


PS- Procura-se um genero de Cinderela, se calças o 38 e precisas ou desejas possuir umas beach Sandals vermelhas com coraçõezinhos brancos....Muito Fashion lol... contacta já o número.....contacta-me....lol....Ou então não...

quarta-feira, julho 13, 2005

...

encontro-me contigo no escuro,
para que te possa ter presente,
para que te olhe sem te reconhecer
para que não saiba quem no fundo és

O que esperas para me visitar?
porque não me deixas sonhar?
guardo-te a recodação da ultima visita
quando me feriste, quando me iludiste
quando me cegaste e em seguida partiste
e ainda assim te pergunto porque tardas em me visitar?

Guardo mil palavras para te contar
e tu não me queres ouvir
guardo mil sonhos e mil e um sonhares
e ainda assim não consigo dormir
Quero-te tanto, mais do que da ultima vez
E ainda assim não te consigo amar,
porque o amor, tarda em chegar,
porque o amor, não me quer visitar,
porque o amor, me esqueceu...
e eu nada fiz para ele voltar.


Eu sei que este poema é quase o contrário do anterior, mas a verdade é que foi escrito num momento de pura inspiração e sinceramente gostei bastante do resultado final. Contudo não sei o que lhe hei-de colocar como titulo. Será que me poderiam dar uma ajudinha?

terça-feira, julho 12, 2005

Nova aurora

Há algo de facto diferente em mim
algo que procura uma certa verdade porfim
Sinto a tristeza habitual companheira
afastar-se pouco a pouco, deixando-me ver assim
a luz de uma nova aurora, um novo dia
tirando-me a velha venda, soltando-me da cegueira...
Vejo agora, cor, luz, tudo é tão diferente daquilo que parecia...
sinto-me até atraiçoado pela visão que contemplo
nada fazia quere que tudo assim viesse a ser,
tao belo, tao harmonioso e tão estranho...





A proposito lembrei-me de duas músicas de Pearl Jam (Better Man e Given To Fly) contudo o melhor que consegui arranjar foi Nothing As It Seems Hope you'll like it :)

& He comes back...May be not....

Peço desculpa desde já, pela falta de actualizações, de novos posts, de respostas e de tantas outras coisas. A verdade é que desde que realizei os exames me sinto extremamente leve e como isso é altamente raro, tenho aproveitado como posso...Sinto-me como se o vento me tivesse levado a uma nova dimensão, é engraçado :)

Bem como eu não devo actualizar o Blog tão depressa, deixo aqui um link engraçado um link que faz parte de um passado não muito longinquo:

Poemas Antigos

terça-feira, julho 05, 2005

Com muitas saudades do tempo em que via estes desenhos animados na tv (samurai X) Posted by Picasa