quarta-feira, junho 29, 2005

Correntes passadas, Correntes presentes

Apetecia-me encostar
A um canto e chorar
Chorar por mim mesmo
Pela pobreza a que cheguei
Pela insatisfaçao que encontrei

Houve Alturas em que poeta fui considerado
Outras em que era um artista
Um rapaz altruista,
Um desenhador, um sonhador
E agora resta-me apenas o que foi criado
Resta-me pouco enfim
Apenas a dor que sinto por mim

Os sonhos nao sao tao fluentes
As palavras pronunciadas
deixaram de ser igualmente eloquentes
A corrente que me levava estagnou
Num tempo de aguas passadas
Num momento que o tempo levou

E aqui me encontro, nao num zero inicial,
Um ponto de partida,
Mas sim noutro num final
Que me deixa assim sem prazer na vida…

( e agora enquanto a vontade e o querer fazer não voltar, ficarei quieto...Um pouco à velha imagem da criação do Alentejo: "E Deus disse : "Não façam nada até eu voltar" e eles ainda estão à espera. Tenho esperança que não demore tanto tempo, mas...nunca se sabe)

4 comentários:

milocas disse...

Então meu irmão... até quando dizes "asneiras" eu te leio, e sorrio :)
Há noites assim, há dias assim... mas acho que te pressionas demais!
Uma beijoka grande*


P.S. quando achares que não estás com inspiração, escreve um silêncio, porque virei cá para o ler... não deixes é de o fazer!

ruben disse...

Talvez seja isso...talvez seja a pressão, tenho que tirar umas férias ir para as bahamas lol...E prontos porque e só mesmo porque tu lerás as minhas babuzeiras eu escreverei lol

Jokas

milocas disse...

;)

milocas disse...

Tou á espera de novo post ;)