sexta-feira, junho 10, 2005

Tempo....

Já vai longo o tempo desde a ultima vez que aqui coloquei o meu ultimo poema... Infelizmente a falta de inspiração tem-se mantido, ainda assim e visto que já há muito tempo que cá não escrevo nada, vou ao arquivo do pc procurar por algo para colocar aqui :)


A Máquina Incessante


Sozinho na noite
Clamo por mim ás escuras
Interrogando-me onde foi que me tornei assim?
Quando é que isso aconteceu?
Não dei conta
Talvez o efeito seja o mesmo de quando
Antigamente me entretia,
Sem ver o tempo passar
Na verdade transformei-me tanto
Que me tornei estranho a mim mesmo.

Realmente posso comprovar agora,
Que o tempo é a máquina incessante
E quando não damos pelo seu laborar
Nos tornamos muitas vezes
No que combatemos durante tanto tempo,
Transformamo-nos, sem que por vezes nada mude,
E ainda assim tudo possa ser diferente,

Contudo se nos preocupamos com o passar do tempo
Não nos conseguimos erguer do mundo triste
Que a tantos acompanha a toda a hora,
Não vemos mais nada, se não a tentativa de o findar
Sem que sequer possamos vislumbrar que quem finda somos nós e não ele!

1 comentário:

irina disse...

Ruben...
É verdade, muitas vezes mudamos sem saber e nos transformamos en o que nunca creimos que podemos nos tornar. A vida é assim, e muitas vezes nós fazemos que seja assim.
Mas existem tantas coisas que vencem o tempo...